domingo, 27 de junho de 2010

Análise do livro "Hush, Hush"

Numa aula normal de Biologia Nora Grey é obrigada a ter como colega Patch, que é um verdadeiro badboy por excelência. Os dois são seres completamente diferentes e até opostos em todos os sentidos até que a atracção pelos dois começa a nascer e a ficar mais forte. Mas existe um problema - Quem é o Patch? É perigoso? Durante a investigação Nora descobre segredos... segredos que nunca deviam ser revelados.   
 
Hush, Hush é um livro que retrata um amor proibido: Um amor entre uma humana e um anjo caído. Quando foi lançado nos Estados Unidos tornou-se de imediato um Bestseller na lista do New York Times e esteve nos Top por múltiplas semanas consecutivas. 

Finalmente chega a Portugal e a pergunta que permanece é: O livro é bom?

Hush, Hush é um livro um pouco difícil de descrever porque ao acabar de ler o livro fiquei um pouco dividido, pois não é o que estava à espera mas ao mesmo tempo continua a ser um bom livro. 
O livro é no fundo uma típica história de amor de adolescentes mas tendo como pano de fundo o mundo místico dos anjos e os imortais. Limita-se a explorar mais as personagens que estão no mundo de hush, hush do que o enredo. Existe uma variedade de personagens que facilmente nos identificamos e com isso nasce uma empatia com os mesmos. A autora faz isso muito bem apesar de ser o seu livro de estreia. 
Ao mesmo tempo, penso que o mundo de hush, hush não foi devidamente explorado, especificamente o mundo dos anjos. 
O livro está bem escrito e detalhado, excelente para uma leitura de uma tarde de verão. Contém várias reviravoltas ao longo do livro mas ao contrário de outros, as reviravoltas afectam principalmente as personagens e não o enredo. O antagonismo quase não aparece no início, mas à medida de progredimos na história vai-se tornando mais forte, tendo no final uma boa resolução mas com pontas soltas para uma sequela (sequela esta que já está confirmada - chama-se CRESCENDO e sai nos EUA no dia 19/10/2010).
Basicamente é um livro com muito romance de adolescentes, mistérios e uma pitada de sobrenatural. 
(Convém dizer que a capa do livro engana um bocadinho... :-/ )

Para quem anda farto de Crepúsculo e companhias limitadas este livro é bom para si, pois dá uma lufada de ar fresco. 

Nota: 7.5/10
O que é agradável: Personagens agradáveis. Tem um bom ritmo e a escrita é bastante simples e agradável, boa para se ler na praia numa tarde de Verão. Os anjos.

O que é desagradável: Onde estão os anjos? Um antagonismo fraco, mas no final faz todo o sentido.  

Vídeo-análise:
http://www.youtube.com/watch?v=OJ422xIBx4I

quinta-feira, 24 de junho de 2010

100 subscrições no YOUTUBE!

Neste querida data assinala-se o dia em que o canal Analises Literárias tem o seu 100º Subscritor! Com dois meses de dedicação e empenho, mostra-se que esta nova forma de mostrar e incentivar a leitura está a ser um sucesso!

Obrigado a todos os subscritores...
e estejam atentos!

Poderão haver surpresas!!! =D
www.youtube.com/davidscloud

domingo, 20 de junho de 2010

Análise do livro "Amanhecer"

Amanhecer é a última entrega da saga Luz e Escuridão criada por Stephenie Meyer onde uma rapariga mortal - Bella - se apaixona por um vampiro que deseja o seu sangue.
Bem este é o conceito da saga que anteriormente nomeei. Amanhecer começa pouco depois dos acontecimentos de Eclipse, quando Bella toma a decisão de se casar com Edward e se tornar imortal. Com essas decisões a protagonista irá ter graves consequências.

Eclipse melhorou em certos aspectos e tornou-se uma melhor leitura do que Lua Nova, mas em Amanhecer já não é o mesmo caso.
Após acabar de ler Amanhecer e tive uma retrospectiva do mesmo, não encontrei uma razão sólida da existência deste livro a não ser por questões monetárias. Mas irei por partes.

Stephenie Meyer provou nesta saga que pouco desenvolveu o seu estilo de escrita já que é quase o mesmo desde que escreveu o Crepúsculo - mas neste, de uma forma ainda mais prejudicial para o leitor. A enredo é quase não existente (que se pode resumir em 3 linhas), as personagens pouco desenvolvem (a não ser a protagonista), o ritmo é quase nulo e todo o livro é previsível - excepto o final claro que desilude bastante. O mais grave neste livro é que a autora teve a coragem de se contrariar a si própria, pois diz uma coisa que não pode acontecer e 30 páginas depois acontece no livro.   
O livro está dividido em 3 partes - a primeira e terceira parte na perspectiva de Bella e a segunda parte na perspectiva de Jacob - apesar de ser agradável termos duas perspectivas totalmente diferentes, mal fazem desenvolver o enredo e só serve para criar mais tensão no enredo - tensão esta que é anulada no final da maneira mais estupidamente possível.
A razão para a leitura é só para saber os detalhes de acontecimentos que já estávamos à espera desde Lua Nova e mais nada, os acontecimentos restantes são irrelevantes, contraditórios e sem sentido só preenchendo mais páginas e perder ainda mais tempo ao leitor. 
O final é o que mais desilude, faz com que o enredo deste livro não tenha justificação para a sua existência.

Simplesmente para os fãs de Crepúsculo e ainda assim mesmo irão ficar desiludidos.

Nota: 4/10

O que é agradável: As novas personagens que aparecem que são diversificadas. O que já estávamos à espera desde Lua Nova. A evolução de Bella.

O que é desagradável:Acontecimentos que se contradizem a si mesmos e sem qualquer sentido. O estilo de escrita que não desenvolve. Livro muito extenso. Nova perspectiva sem qualquer evolução no enredo. Os acontecimentos no final da saga são desagradáveis.

Vídeo-Análise:
http://www.youtube.com/watch?v=L9UOXQeyqnA

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Entrevista exclusiva com o autor de Solução Primária - Hélder Medeiros

Quando fiz a análise entrei em contacto com o autor e consequentemente fiz-lhe algumas perguntinhas. Veja a análise do seu livro aqui.

Feito para vocês, aqui está a entrevista exclusiva!




A.L - De onde veio a ideia de escrever um livro? Foi algo premeditado ou algo espontâneo?
HM -A ideia de escrever um livro foi mais um passo lógico. A minha vida sempre esteve de alguma forma ligada às letras e à escrita. Desde a altura em que era um mero passatempo nos tempos de estudante, com a fundação da revista literária Neo na Universidade dos Açores, até ao ponto em que se tornou uma forma de subsistência, quando comecei a trabalhar na área do jornalismo ou na produção de textos humorísticos.
Ponderando esta ligação à escrita inerente à minha própria personalidade, e considerando que tenho inclusive outros trabalhos publicados, penso que a edição de um livro era efectivamente o próximo passo lógico.

A.L - Porque escreveu sobre um ex-operacional da G.O.E. da PSP? Porque não um arqueólogo ou um detective?
HM -E porque não um ex-operacional da G.O.E.? Queria alguém que fosse inteligente, mas ao mesmo tempo forte, ágil, com conhecimentos em artes marciais e armas. Enfim, um personagem versátil o suficiente para deslindar um mistério, mas ao mesmo tempo capaz de neutralizar um inimigo. Os americanos recorrem muito aos agentes do FBI para conseguir um personagem deste género, eu optei por um ex-operacional da G.O.E., até porque esta é uma das forças de elite mais respeitadas da Europa.

A.L - Teve algumas influências? Quais?
HM -Não posso dizer que tenha tido o escritor X ou o escritor Y como influência. O Romance Policial é um género que me agrada bastante e foi por aí que decidi entrar. Como é lógico, sendo este o meu género favorito, leio bastantes livros e bebo este estilo, por isso acho que é mais seguro dizer que fui influenciado por um género e não por escritores em particular.

A.L - Irá haver uma sequela?
HM -Não está planeada… ainda.

A.L -Qual foi a parte mais divertida de escrever o livro? E a parte mais... digamos "difícil"?
HM -A parte mais divertida foi a escrita em si. Gosto de narrar, gosto de inventar diálogos, de brincar com conceitos, com ideias, gosto de dar voltas ao enredo e surpreender-me a mim mesmo quando escrevo, decidir se uma personagem vira à esquerda ou à direita, se sobrevive ou não, explorar a sua personalidade, conduzi-la através dos seus receios, sentir o que ela sente e descrevê-lo... Enfim, gosto de criar o meu próprio mundo e fazer dele o que bem entender.
O mais difícil é mesmo acabar o livro, já que, para quem escreve, nunca se chega a um ponto em que se diga “Está pronto!”. Um livro, para o escritor, é sempre uma obra inacabada….

A.L - O que pensa do mercado literário em Portugal?
HM - É um mercado onde é mais fácil entrar um escritor estrangeiro do que um nacional. E mais não digo…

A.L - O que pensa do Blog "Análises Literárias" e do seu canal youtube? Alguma recomendação?
HM - É sempre salutar um blog escrito por um jovem e que promove literatura junto dos jovens, e não só. Pessoalmente, já subscrevi ao RSS do blog e ao canal do youTube. Está de parabéns! Houvesse mais

sábado, 5 de junho de 2010

Lista das análises em PDF!

Bem, já vamos no 10º análise!

Como as análises se estão a acumular semana após semana, criei uma lista das análises já feitas até à data, para uma melhor interface aos novos utilizadores. 
Espero que gostem.

Análise do livro "Traída"

Traída é o segundo livro da série Casa da Noite criada por PC Cast e Kristin Cast, mãe e filha respectivamente. 
Zoey Redbird entra na escola da Casa da Noite, uma espécie de liceu onde os alunos foram marcados por Caças. Durante a estadia têm que emadurecer para vampiros adultos. Se o corpo rejeitar a mudança, morrem terrivelmente.
O primeiro livro - Marcada -  já foi analisado e podem ver a análise aqui.

Traída começa um mês após o final de "Marcada" - a retirada de Afrodite na Filhas das Trevas e a nomeação de Zoey como a nova líder. 
No mundo dos humanos, ex-colegas de Zoey morrem com umas circunstâncias estranhas, de forma que os humanos suspeitem que os vampiros são os culpados. Entretanto Zoey tenta reorganizar a sua nova vida como líder das Filhas das Trevas. *

Quem gostou do primeiro livro irá estar familiarizado com este livro, mas se não se lembrar de "Marcada" não faz mal, pois o primeiro terço do livro irá fazer uma retrospectiva do primeiro livro - O que é positivo. 
A escrita do livro continua igual ao seu predecessor, com um vocabulário acessível mas sobretudo viciante, em que irá fazer o leitor virar de página e quando der por isso está na pagina cento e tal e o livro fica finalizado em poucos dias. 
O enredo deste volume, é inferior ao original, pois as reviravoltas são poucas, o antagonismo existe mas é muito passivo e conflitos/obstáculos são  poucos. O livro dedica-se mais às relações da protagonista (amizade, amor, etc.) do que ao enredo em si. Apesar disso algumas revelações do livro são bastante previsíveis.

O livro não é mau de todo, mas duvido que atraia mais leitores. Somente para quem gostou de Marcada e pouco mais.

Nota: 7/10

O que é agradável: A retrospectiva do livro anterior. Relações entre personagens.

O que é desagradável: Acontecimentos previsíveis. Enredo podia ser melhor. Conflito/obstáculos fracos. 

Vídeo-Análise:
http://www.youtube.com/watch?v=L9Mzuywq2FI

*- Não são spoilers, o que está descrito acima foi retirado da contracapa do livro.